Curso Integral de Fotografia - Capítulo 003 - Tipos de câmeras digitais

Smartphones & Compactas domésticas (“Point and Shoot”)

São câmeras pequenas e práticas, desenvolvidas para funcionar em modo automático e destinadas ao uso doméstico. Seus recursos são limitados, mas cumprem bem o papel de oferecer ao público o básico necessário, com relativa qualidade de imagem. Normalmente não permitem o ajuste da abertura do diafragma e velocidade de obturação, pois tais parâmetros são definidos automaticamente pela própria câmera. São baratas e pouco duráveis, posicionando-se na faixa mais ampla do mercado de consumo, voltadas para usuário comum que não possui conhecimento das técnicas fotográficas. Seus sensores minúsculos não permitem uma grande qualidade de imagem quando a iluminação cai e a sensibilidade ISO começa a subir. Ex.: Nikon Coolpix S3500, câmeras em Smartphones.



Compactas “Superzoom”

Com maior porte e mais recursos do que as compactas domésticas, estas câmeras são erroneamente tratadas (e vendidas) pelos lojistas e iniciantes como “semi-profissionais”. Na verdade, são como as compactas domésticas, voltadas para o público de consumo, mas montadas em corpos mais robustos e com mais opções de ajustes. A maioria traz a possibilidade de ajuste da abertura do diafragma e velocidade de obturação, mas com uma escala reduzida. Apesar de serem vendidas como “semi-profissionais”, elas não se prestam ao uso no trabalho por causa da fragilidade, qualidade de imagem e carência de recursos realmente profissionais. Não é possível trocar a objetiva, mas trazem lentes com amplo ajuste de zoom. É comum encontrar câmeras com zoom maior do que 30x, cobrindo uma ampla faixa que vai da grande-angular até super-tele. É importante dizer que isso não significa que as lentes garantam qualidade de imagem em toda sua extensão, muito pelo contrário. Este recurso, muitas vezes, é mais utilizado pelos fabricantes como apelo de marketing do que como algo realmente qualitativo. Como usam os mesmos sensores das compactas domésticas, não se pode esperar muita qualidade de imagem quando a luz cai e a sensibilidade ISO mais alta se faz necessária. Ex.:Canon SX.



Compactas avançadas

As compactas avançadas são câmeras pequenas e robustas, com uma ampla possibilidade de ajustes e lentes de maior qualidade do que suas “irmãs” menores. Possuem zoom, mas não em uma faixa tão ampla como as “compactas super-zoom”, o que pode garantir maior qualidade de qualidade de imagem. Por causa da sua portabilidade, corpos robustos, boa quantidade de recursos e boa qualidade de imagem, muitos fotógrafos profissionais e amadores avançados as usam como “câmeras casuais”, sempre prontas para levar à todo lado. Seus recursos mais avançados e sua robustez (alguns modelos são construídos em metal) as posicionam em uma faixa de mercado mais cara, inevitavelmente. Com sensores um pouco maiores do que as compactas mais simples, obtém-se imagens de melhor qualidade, mas fotografar em luz reduzida e ISO alto ainda é um problema. Ex.: Canon G Series.



Mirrorless

Estas câmeras trazem todos os recursos das DSLR (inclusive objetivas intercambiáveis e sensores maiores), mas em corpos menores por causa da ausência do conjunto “espelho / prisma / ocular” . O resultado é um sistema compacto e eficiente , capaz de produzir imagens com a mesma qualidade das câmeras superiores. Porém, por causa do seu pequeno porte e robustez moderada, não são comumente utilizadas no trabalho profissional, embora muitos modelos possuam qualidade de imagem e resistência para tal A ausência do bloco ótico para enquadramento, sua principal característica, também pode ser um empecilho à utilização profissional, já que a precisão e qualidade visual dos visores eletrônicos é menor do que os tradicionais visores inteiramente óticos. Ex.: Sony NEX, Fujifilm X



Cameras DSLR (Digital Single Lens Reflex, ou “Reflex”)

Estas câmeras são as mais difundidas entre os modelos mais superiores. São dotadas de amplas possibilidades de ajustes, grande resistência dos corpos, objetivas intercambiáveis e alta qualidade de imagem. Desenvolvidas nos anos de 1930, seus princípios mecânicos permanecem praticamente inalterados até hoje, mesmo após se tornarem produtos digitais. Estão entre as mais utilizadas pelos profissionais por causa dos seus recursos, praticidade, robustez e qualidade de imagem. De acordo com sua a resistência, porte e quantidade de recursos, podem se dividir entre “amadoras”, “semi-profissionais” e “profissionais”:

Reflex amadoras (Câmaras de entrada, ou “entry level”)

Trazem todos os recursos das grandes câmeras profissionais, mas em um corpo menos resistente (em sua grande maioria, construídos em plástico e sem vedação contra água ou poeira), obturador com menor durabilidade (limitadas em torno de 50.000 disparos) e menor número de botões de acesso dedicado às funções mais importantes, que devem ser alteradas via menu no monitor de cristal líquido. Podem utilizar as mesmas objetivas das câmeras profissionais, o que garante maior qualidade de imagem. Porém, mesmo com objetivas mais econômicas, é possível atingir um bom patamar na qualidade de imagem. Voltada para usuários avançados, exige pleno conhecimento dos ajustes e técnicas de fotografia para ser bem aproveitada. São ideais para fotógrafos que exigem qualidade e querem dominar a fotografia, mas por qualquer motivo não desejam gastar muito em sistemas superiores. Usam sensores do tipo APS (24mm x 18mm) e são vendidas como um “kit”, composto do corpo e uma objetiva de uso geral, de qualidade mediana. Ex.: Canon T3i e T5i, Nikon D3300 e D5300, Sony Alfa 65.



DSLR (“Reflex”) Intermediárias, ou Semi-profissionais

São um meio-termo entre as câmeras DSLR de entrada e as profissionais, mas trazem qualidade de imagem mais próxima às câmeras profissionais, embora seus sensores sejam menores. Seus corpos são mais robustos do que as reflex amadoras, e a presença de alguns botões dedicados para acesso às funções mais importantes fazem com que seu uso seja mais prático e rápido. A durabilidade também é superior, com o uso de materiais melhores na construção dos corpos, como magnésio ou alumínio em algumas partes. Muitas trazem vedações compatíveis com as câmeras profissionais. A durabilidade fica em torno de 100.000 disparos. Estas câmeras podem ser utilizadas sem problemas em trabalhos profissionais mais tranquilos e menos exigentes, em ambiente controlado. Usam sensores do tipo APS (24mm x 18mm) e são vendidas como um “kit”, composto do corpo e uma objetiva de uso geral, de qualidade mediana. Alguns modelos deste segmento possuem sensores full-frame, como a Canon 6D e Nikon D610, mas apesar de serem consideradas “intermediárias” pelos fabricantes, podem se posicionar em um nível acima, atendendo muito bem à demandas profissionais. Ex.: Canon 7D, 60D, 70D, 6D. Nikon D7100, D300s, D610.



DSLR (“Reflex”) Profissionais

Essas são as mais versáteis, robustas e caras câmeras DSLR do mercado, pois possuem todos os atributos necessários para realizar qualquer tipo de fotografia, sob qualquer demanda e condição, mesmo em ambientes agressivos (umidade, poeira, neve, chuva). Sua resistência é superior, com corpos feitos totalmente em metal (magnésio), selados contra água e poeira. Além disso, possuem sensores grandes (full-frame) que capturam imagens de alta qualidade mesmo sob luz baixa. Tanta qualidade faz com que sejam equipamentos bastante caros, destinados ao público profissional. A durabilidade do obturador é muito grande, podendo chegar aos 400.000 disparos. São grandes e pesadas. Normalmente são vendidas sem lentes, pois os fabricantes entendem que os fotógrafos que as adquirem já possuem um conjunto de lentes profissionais. A alta qualidade de imagem dos seus sensores exige o uso das melhores objetivas disponíveis. Atualmente são bastante utilizadas também no mercado profissional de videografia. Normalmente usam sensores do tipo “full-frame” (36mm x 24mm).
Ex.: Canon 5D e 1D, Nikon D800, D3, D4, Leica S2.



Médio Formato

Este é um segmento bem específico entre uma pequena parcela de fotógrafos.Trata-se de equipamentos de alta qualidade e caros, voltados para o uso onde alta qualidade de imagem é desejada ou necessária. Com sensores muito grandes, possuem como objetivo chegar o mais próximo possível à alta qualidade de imagem conseguida com os antigos filmes de médio formato (4 x 5, 6 x 6, etc). De utilização bastante técnica e até certo ponto restrito, muitos modelos ultrapassam valores da casa de dezenas de milhares de dólares. Elas procuram manter a excelência e exigência técnica dos antigos modelos de filme de médio-formato, verdadeiros clássicos da fotografia. Entretanto, há um movimento no mercado a partir de 2017 que pretende popularizar este segmento, com a produção de câmeras mais acessíveis.
Ex.: Hasselblad HD, Mamiya 645, Leica S2, Fuji GFX.