Curso Integral de Fotografia - Capítulo 010 - Objetivas

Objetivas

A luz refletida no ambiente precisa ser direcionada para dentro da câmera de forma controlada. Este trabalho é realizado pelas objetivas, componentes extremamente precisos formados por mecânica primorosa, eletrônica avançada e vidros óticos de altíssima qualidade. Sua função é “enxergar” a luz que será registrada pelo sensor, e precisam fazer isso com a máxima qualidade possível.

A objetiva pode ser considerada a parte mais importante de uma câmera, pois a qualidade final da imagem está diretamente ligada à qualidade óptica das lentes que a compõem. Caras ou baratas, pequenas ou grandes, há inúmeros tipos e modelos disponíveis, uma para cada situação. Um bom kit fotográfico não pode prescindir de boas objetivas, que são reunidas de acordo com o tipo de visão que permitem ao fotógrafo, e é muito comum o uso de várias delas em um único dia de trabalho.

Nas câmeras Reflex, Mirrorless e Médio Formato, as objetivas são intercambiáveis, ou seja, podem ser trocadas de acordo com a necessidade. Isto garante uma versatilidade extrema para o equipamento, pois cada situação fotográfica pode exigir um tipo de visão diferente. Câmeras compactas e superzoom, com suas objetivas que não podem ser trocadas, possuem uma gama de utilização mais limitada, principalmente no que se refere à qualidade da imagem, pois os vidros que formam seu bloco ótico normalmente são de custo mais baixo.

Intercambiáveis ou não, todas elas executam a mesma tarefa, e possuem os mesmos ajustes (em alguns modelos certos controles migraram para o corpo da câmera). São eles:



Óptica e baionetas

Por dentro da objetiva, complexos arranjos de lentes das mais variadas formas procuram projetar sobre o sensor, da forma mais perfeita possível, a imagem a ser registrada. Cada uma destas lentes internas é chamada de elemento, e são reunidas em grupos. Ao se alterar o “zoom” ou o “foco”, as distâncias entre os grupos mudam, de forma a modificar o ângulo de visão da objetiva (influenciando o seu alcance visual) ou aumentar a nitidez. Estes elementos são formados dos mais puros vidros óticos, mas em objetivas mais econômicas podem ser utilizados até materiais plásticos, como acrílico.

Nos modelos de maior qualidade, alguns elementos são revestidos com compostos que melhoram a imagem, reduzindo reflexos ou intensificando cores. Muitas dessas fórmulas são “guardadas a sete chaves” pelos fabricantes, algo típico de um mercado altamente especializado. A maior parte dos melhores fabricantes de lentes está no Japão e Alemanha.

Cada fabricante possui sua própria linha de objetivas, que não são utilizáveis em câmeras de outras marcas. Cada um usa seu próprio sistema de encaixe (baioneta), além de controles eletrônicos exclusivos. Entretanto, algumas empresas, como Zeiss, Sigma, Vivitar, Tokina, Tamron e Rokinon fabricam objetivas compatíveis com câmeras de diversos fabricantes, utilizando os formatos das baionetas padronizadas. Muitas delas são hipervalorizadas, com qualidade e preço superior às suas “irmãos de griffe”, mas em maioria são mais baratas, e mesmo assim muitos modelos não deixam à desejar quando comparadas às lentes “originais”.



Muitos fotógrafos consideram os materiais de alguns destes fabricantes alternativos, invariavelmente, como peças de qualidade inferior. Isso é incorreto. O nível de qualidade e perfeição exigido para a construção de componentes óticos é muito alto, e essas empresas estão longe de serem “genéricas”, competindo de igual para igual em um mercado multi-milionário. Segundos novos testes com exigentes padrões modernos, como o Imatest e o DxOMark, alguns de seus produtos excedem substancialmente os similares dos fabricantes originais. Fabricantes de alta gama, como Zeiss e Voightlander, também possuem no mercado suas linhas de objetivas alternativas para diversas outras marcas.